Segunda-feira, Setembro 15, 2008

O Golpe do céu.

Um mundo novo nasce para um novo par de olhos, arregalados e assustados, mal se situava em sua condição, o mundo ainda disperso do conceito de riqueza ou poder é bem mais intuitivo e sem forma. Nasce então o que agente pode chamar de história, nasce um homem, nasce Múndi.

Múndi nasce no que conhecemos hoje como África, sendo mais especifico, ele nasce no que conhecemos hoje como Etiópia, no ano de 10.000(A.C), parece ter sido deixado pelo seu bando, amaldiçoado pelos deuses do místico olhar do ser humano, a natureza, entre fortes ventanias Múndi foi sujeito e indeferido por todos, classificado como peregrino dos tempos, homem não pertencente a tempo algum, homem sem identidade, homem de varias graças, sub julgado e posto a nós como um mensageiro dos detalhes que o tempo soterrou.      

Por vários séculos se desenvolvendo, uniu se a um grupo que por feição se aproximou,caminhando entre eles com distância até começar a seguir, e ser seguido. Múndi caminhava atrás do que ele não entendia, não compreendia ser, como um animal diferente de tudo aquilo que ele observava, mas se assemelhando visualmente com alguns ao seu redor. Movimentava-se e não se perguntava o porquê disso, caminhava entre o grupo, migrando na medida em que o alimento da região acaba, e também não se perguntava sobre isso, as mensagens se embaralhavam na cabeça de Múndi, e tudo o que faltava era a lembrança, é um sentimento, uma recordação. Múndi se deitava e quando um novo dia se mostrava tudo que aconteceu ontem se dava como nulo. Foi quando que por tempos se remoendo no fundo da pedra aonde dormia, se levantou tomado de ira e com uma pedra riscou a parede da caverna, sentiu nos ouvidos o barulho do ranger dos dentes em aflição do som, e após tocou o risco feito, e repetiu essa ação por vários minutos, até que ao cansaço se rendeu, e dormiu. E ao levantar de mais um dia, ao se apoiar para levantar, sentiu o risco feito na parede da caverna, feito na noite passada, e se lembrou do som e logo levou as mãos aos ouvidos, mas percebeu que da parede não havia saído som, confuso, saiu deprimido da caverna e logo se deparou com alimento no chão, e ficou ali a comer. Múndi temia a força daquilo que vinha dos céus, em mais um dia de angustia os relâmpagos faziam barulhos, o que remetia a Múndi a lembrança do barulho na pedra, então Múndi de certa forma queria recriar o momento, mas nem sempre sair era a melhor escolha, fora da caverna as forças do céu se mostravam surpreendente, e a espécie de Múndi sofria  ataques dos animais maiores, as perdas eram muitas, mas Múndi tinha que ver aquilo, em desespero ele saiu do fundo da pedra, alucinado gritava e corria muito, e logo se deparou com brilhante golpe vindo do céu,  violento, alarmante e brilhoso, cedendo Múndi a tirar um sorriso na boca, um brilho no olhar, uma imagem na cabeça, a imagem daquela noite veio em sua cabeça, ele se levantando, pegando uma pedra ao seu lado desviando o olhar e batendo ela com força na interior da caverna, produzindo som, assim como o golpe do céus. A lembrança  o deixava inquieto, ele corre para dentro da caverna, e começa a riscar as paredes, então ele chama todos os outros, e mostra a imagem do golpe do céu.

Múndi cria a mentalidade dentro de todos ali de registrar para que exista uma lembrança, para que assim os dias possam ser importantes, então começa a arte rupestre se tronar comum entre os semelhantes de Múndi, o desenho do animal, do homem com a lança, a mulher, a caça, tudo era registrado e lembrado no dia seguinte.

Assim Múndi começa a se conhecer, a se reparar, o corpo coberto de pelo, o cabelo a barba, a forma de viver. Mais tarde com o controle do fogo, a troca de valores, de caça frágil a caçador, com a descoberta da agricultura e a domesticação dos animais, com os seus se tornando uma espécie sedentária, o jovem Múndi se abre novamente ao mundo, e em um momento, de surto talvez, abandona o grupo e abraça a estrada, ele quer ter mais lembranças, mais descobertas, mais vida.


 

Os Fenícios – Mùndi, e o mundo nos mares.

Durante a longa e milenar caminhada de Múndi, se passa dois séculos e estamos no século 6 (A.C), já desanimado e pouco confiante, de encontrar alguem Múndi se contenta com os lindos lugares que vê. Quando avista um mar, e uma estranha forma nunca vista antes, boiando sobre as águas, ele corre em direção, e vê gente, gente estranha, diferente, mas o lembrava na mesma feição, e quando esses o vêem… Continua  .  

Publicado por Liberato, Bruno em 19:55:28 | Permalink | Comentários (2)

Quarta-feira, Setembro 10, 2008

A Teoria do 7 - Prefácio

Antes mesmo do Prefácio, queria dizer Oi.

Prefácio

Tudo exposto aqui, é muito seu, foi tirado de você, exposto como novidade.
Quando Platão desenvolveu o mito da caverna, foi concedido ali a humanida o direito de se questionar o porque de estarem na caverna, o que pouca gente compreende, é, que a libertação é ardua e empática a princípio.
Estar dominado por alienações, materiais, divinas, e a agora tecnológicas, sempre nos criou comodismo, mesmo porque que a herediatariedade tem nos passado essa alienação, a nossa real preocupação é saber, se, tentar nos melhorar conforme o tempo, conforme as gerações, tentar aperfeiçoar o que vira, tende a constituir mesmo uma melhora, uma perfeição, alias grave bem essas palavra, perfeição.
Teoria, a origem da palavra que vem do grego “θεωρία”, vem nos dizer do conhecimento a partir da especulação, do examinar, do olhar.
Ao osbervar a situação atual de nossa sociedade e ao estudar a civilizações antigas, poderiamos ter um ponto sempre eminete, nas comprações feitas, a inquetação sobre paz, a mornidade irrita, aflinge, o pensamento humano, sempre tem que estar acontecendo algo grandioso, para que o mundo tenha noticias de seus povos.
A teoria do 7 fala justamente disso, a teoria do 7 é um romance que atravessa os tempos, vivido pelo jovem chamado Múndi, nascido em 10.000 (A.C), caminhará entre as nações primitivas por séculos, mas nossa história começa ao contato de Múndi com os povos da mesopotâmia.
aguardem por vez então, as histórias de Múndi.

Publicado por Liberato, Bruno em 15:17:52 | Permalink | Sem Comentários »